Sou um grão de areia
Nas águas do mar
Exposto ao calor, às enchentes
Aos pés que me pisam
Ao excesso de sal.
O vento e as ondas mudam
O meu destino
Sem que eu lhes permita.
Vislumbro meus horizontes
E assusta-me o mundo
De possibilidades e impossibilidades
Pelo qual sou constantemente atropelado.
O meu querer virou supérfluo
Enquanto minha força é sucumbida
Pela fragilidade de outrem.
Estou sempre de volta
À estaca zero
Embora não acredite na estrada.
Minhas flores anteciparam o outono
E meu coração suplica a primavera
Sou um grão de areia
Ao sabor da maré
Alimentado ora de encantos longínquos
e imaginários
Ora de feridas reais
Que me dissecam na pele
E na alma.
Sou um grão de areia trôpego
Querendo achar a sua praia...
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