domingo, 1 de maio de 2011


Retratos pendurados fitam os moveis empoeirados

Teias de aranhas costuram os recantos

Emaranhados de lembranças ali fazem ninhos

Olhos emoldurados parecem vivos em sentinela.

Uma janela aberta bate no compasso do vento

Quebrando o silencio reinante

Uivante gemido das dobradiças enferrujadas

Assombram o passado, madrugam as saudades.

Grilos e cigarras prenunciam o inverno

Serenata nostálgica da o tom pelos caminhos

Em passos lentos afastam-se os raios da lua

Escuridão abraça o tempo, imenso vazio...

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