Na verdade a minha vida dava um filme indiano, falado em mexicano e legendado em chinês. De facto este blog substitui o meu diário que o papel branco está caro e o reciclado ainda mais!!!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Colcha de Retalhos....
Olhando pra trás, detendo-me pelos caminhos que trilhei, vejo-me coberto de felicidades.
Umas, ganhei de presente, outras tantas, me foram conquistadas.
Chorei sim. Sofri sim. Debati-me em ondas poderosas em mares profundos, nunca dantes navegados. Mas, saí inteiro. Melhorado. Como uma pedra preciosa que precisa ser polida para ter valor.
Vi, algumas vezes, observando da janela, outras tantas vivenciando , que a felicidade é "apenas e tão somente" esses momentos. Que como uma colcha de retalhos ela é feita de pedaços.
Pedaço daquele dia, quando com a cabeça no colo de minha mãe, recebendo aquele carinho, ela me contava as histórias de sua meninice. Das suas travessuras. Lágrimas e sorrisos.
Pedaços de meu primeiro ano escolar, de uniforme, primeiro caderno onde escreveria minhas primeiras letras.
Pedaços de cada Natal em família,onde todos ainda estavam presentes.
Pedaços do primeiro amor. Que doeu. Que sangrou. Que chorou, de tanto que foi bom!
Pedaços das viagens de férias para a praia,e tantos outros lugares, da melancia comida aos pedaços, dos cachos de uvas graúdas.
Pedaços de histórias de casa mal-assombrada que minha vó me contava, nas noites frias, embaixo das cobertas, para me assustar e querer me esconder.
Pedaços dos primeiros passos em busca de Deus. Minha primeira oração.
Pedaços da formatura do colegial. Do time de Handball. Das fugas da escola, para namorar. Das notas boas. Dos Mestres. Do tempo...
Pedaços dos meus amigos que acreditavam que tinha ousadia para sonhar...
Pedaços deles que diziam que eu iria ganhar o mundo.
Pedaços do tempo que o tempo desfragmentou...
Pedaços muitos pedaços de voce que agora esta no meu coração...
Eu ainda costuro a colcha de retalhos da felicidade e assim farei até não ter mais força para reiventar o tempo, e ele então, fatidicamente, der o ultimo suspiro.
Ainda assim terei minhas lembranças!
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